terça-feira, 24 de março de 2009

lista de municípios desmatadores cresce

O número de municípios que mais desmataram a Amazônia cresceu de 36 para 43. Juntos, são responsáveis por 55% da derrubada de florestas na Amazônia Legal em 2008, que chegou a 11,9 mil quilômetros quadrados. Dos sete municípios incluídos, quatro são do Pará (Marabá, Pacajá, Ituporanga e Tailândia), um de Mato Grosso (Feliz Natal), um de Roraima (Mucajaí) e um do Maranhão (Amarante do Maranhão).

O Mato Grosso lidera com 20 municípios na lista da devastação e deverá continuar na frente, mesmo após a exclusão de 3 cidades que conseguiram reduzir o desmatamento em relação à medição anterior. O Pará, com os quatro novos, chega a 16 municípios, seguido de Rondônia, com 4, Maranhão (1), Amazonas (1) e Roraima (1). A levantamento considera a área total desmatada, o aumento da taxa de desmatamento nos últimos cinco anos e a derrubada de área igual ou superior a 200 quilômetros quadrados de floresta em 2008. No caso do município de Feliz Natal, por exemplo, o desmatamento saltou de 22 para 207 quilômetros quadrados entre 2007 e 2008, informa Luana Lourenço, da Agência Brasil.

Os municípios da lista estão proibidos de realizar qualquer novo desmatamento (mesmo nos casos em que a legislação ambiental permite) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) pode exigir o recadastramento de todas as propriedades da região. Os produtores dessas cidades ficam sujeitos às restrições de crédito agrícola impostas pelo Conselho Monetário Nacional.

Confira a lista do 43 municípios que mais desmataram a Amazônia:

Mato Grosso: Alta Floresta, Aripuanã, Brasnorte, Colniza, Confresa, Cotriguaçu, Feliz Natal, Gaúcha do Norte, Juara, Juína, Marcelândia, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Porto dos Gaúchos, Querência, São Félix do Araguaia e Vila Rica.

Pará - Altamira, Brasil Novo, Cumaru do Norte, Dom Eliseu, Itupiranga, Marabá, Novo Progresso, Novo Repartimento, Pacajá, Paragominas, Rondon do Pará, Santa Maria das Barreiras, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu, Tailândia, Ulianópolis.

Rondônia - Machadinho D'Oeste, Nova Mamoré, Pimenta Bueno, Porto Velho.

Maranhão - Amarante do Maranhão.

Amazonas - Lábrea.

Roraima - Mucajaí.

DiárioNet

terça-feira, 10 de março de 2009

Brasil integra programa internacional de monitoramento climático

Brasília - Acordo de cooperação técnica firmado entre a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Agência Espacial Brasileira (AEB) vai possibilitar o desenvolvimento de atividades de suporte para medição das chuvas por satélites.

Dessa forma, o Brasil passa a integrar o Programa de Medida Global da Precipitação (GPM), uma iniciativa conjunta da Nasa (National Aeronautics and Space Administration) e da Jaxa, agência espacial japonesa. A França e a Índia também aderiram ao programa.

De acordo com o superintendente de Gestão da Rede Hidrometeorológica da ANA, Valdemar Guimarães, as agências brasileiras pretendem estruturar e manter uma rede desenvolvida para coleta de dados pluviométricos.

Segundo a AEB, as informações obtidas permitirão melhorias no gerenciamento de recursos hídricos, no planejamento das atividades do agronegócio, nos alertas de tempestades severas, inundações e riscos de deslizamento, nas previsões do tempo, no entendimento do ciclo hidrológico regional e global e nas análises de mudanças climáticas globais.

Os dados transmitidos pelos satélites serão validados pelas estações telemétricas, plataformas terrestres de coletas de informações com transmissão por satélite. O país conta, atualmente, com mais de 8 mil estações.

“É a segunda maior rede das Américas, depois dos Estados Unidos. O Brasil também tem o segundo maior sistema de informações sobre essa parte de recursos hídricos”, disse Guimarães.

Segundo ele, os dados serão registrados a cada três horas e a Região Amazônica terá maior monitoramento, já que é uma área de difícil acesso. “Para manter essa rede automatizada, o Brasil vai ter que investir, no mínimo, durante um período de cinco a dez anos, algo em torno de R$ 130 milhões”, acrescentou..

Para Valdemar Guimarães, o país vai se beneficiar de conhecimentos detalhados da atmosfera e gerar informações básicas que possibilitam implicações em várias áreas como agricultura, gestão das águas, geração de energia elétrica e prevenção de desastres naturais.


(Envolverde/Agência Brasil)

domingo, 1 de março de 2009

site para ser visitado

www.planetasustentavel.com.br