sexta-feira, 27 de novembro de 2009
PPCerrado
O PPCerrado vem sendo aprimorado através de consultas públicas, e no dia 5 de dezembro de 2009 será apresentado e estará pronto para execução. O foco inicial será a criação de mais unidades de conservação nos 11 estados onde o bioma ainda existe, bem como o seu macrozoneamento, a implementação de um sistema de monitoramento e a valorização de ações sustentáveis.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
HOME o filme sobre o nosso lar
http://www.youtube.com/watch?v=jqxENMKaeCU
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Incêndios florestais já devastaram mais de 9 mil hectares na Espanha
Agência AFP
MADRI - O vento forte complica cada vez mais a luta dos bombeiros para combater os vários incêndios florestais registrados na Espanha, que já destruíram mais de nove mil hectares de vegetação desde o início da semana. As áreas mais afetadas são Aragão e Catalunha, no noreste do país.
Mais de 500 bombeiros e homens das forças de segurança, com auxílio de vários aviões, continuam lutando contra as chamas. Mais de 1.500 pessoas foram retiradas de suas casas em várias localidades da região.
As autoridades informaram que os incêndios foram provocados por raios. Em Horta de Sant Joan, ao sul da Catalunha, o fogo provocou a morte de quatro bombeiros e ferimentos graves em outros dois.
Na quarta-feira, o tráfego de trens de alta velocidade entre Madri e Barcelona foi suspenso. Hoje, foi normalizada apenas a ligação entre Zaragoza e Barcelona.
Outros incêndios de menor amplitude seguem ativos em Navarra (norte), astilla-la-Mancha (centro), na região de Valência (leste) e no País Basco (norte).
06:31 - 23/07/2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Estudo indica que desmatamento vai reduzir Cerrado à metade até 2050
Por Luana Lourenço, da Agência Brasil. 19/06/2009 - 11h06
* A repórter viajou a convite da organização do evento // Edição: Lílian Beraldo
(Envolverde/Agência Brasil)
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Brasil descarta 78 milhões de celulares por ano
Roberto Nascimento 28/04/2009
O mundo produz por ano 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico, 40% desse total na forma de eletrodomésticos. O Brasil fabrica anualmente 10 milhões de computadores, 15 bilhões de caixas longa vida, 18 bilhões de embalagens PET e quase nada é reciclado. Somente celulares e suas baterias altamente agressivas ao meio ambiente são hoje 150 milhões nas mãos dos brasileiros e mais 80 milhões entram no mercado a cada ano. Mas somente 2% deixam de ser descartadas de forma incorreta: 98% são despejados na natureza. Como resolver?
O nome é complicado, mas pode ser a solução para grande parte desse problema: logística reversa, que pode significar, entre outros processos, como o produto pode retornar ao fabricante para ser reaproveitado ou para algum participante de toda a cadeia produtiva. O professor Paulo Roberto Leite, presidente do Conselho de Logística Reversa do Brasil (CLRB), autor do livro Logística Reversa - Meio Ambiente e Competitividade, afirma que dois fatores podem ser determinantes para a mudança desse comportamento: o interesse econômico ou um fator modificador de mercado, como uma lei que determine procedimentos.
Como exemplo de fato modificador, Leite cita a produção de pneus no País. Os fabricantes só podem produzir um novo se tiverem em mãos a certificação de reciclagem de um usado. Ou ainda o uso de defensivos agrícolas, que obriga o recolhimento das embalagens. Como fator econômico pode ser citada a reciclagem de alumínio e outros metais mais nobres, como cobre.
"A manufatura reversa é responsável pelo retorno desses materiais para destinação adequada e preservação da marca. A reciclagem acontece com a desmontagem dos materiais e separação dos componentes para tratamento e reaproveitamento como matéria-prima em outros processos industriais", informa.
Nos Estados Unidos, o retorno de produtos do mercado movimenta U$ 750 bilhões por ano, seja por questões legais, pela redução de custos, pela fidelização de clientes por meio de assistência técnica ou desistência de compras, pela preservação do meio ambiente, entre outros objetivos.
No Brasil, esse número ainda não está disponível, mas o CLRB trabalha para desenvolver o setor. O conselho vai reunir empresas de diversos setores, como Correios, TGestiona, Oxil, HP, Estre Ambiental, Silcon Ambiental e Rapidão Cometa no dia 13 de maio, no Fórum Internacional de Logística Reversa, no Bourbon Convention Ibirapuera, em São Paulo.
O debate, de acordo com o professor, é especialmente oportuno agora que o Brasil vem incentivando a troca de produtos por outros mais modernos e menos agressivos ao meio ambiente. Com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) as vendas no varejo cresceram entre 20% e 25%. O que o consumidor deve fazer com os equipamentos antigos? Geladeiras, fogões e máquinas de lavar não podem ser descartados no lixo comum, pois são potenciais poluentes, além de contribuírem para enchentes, se forem parar em rios e córregos.
O governo anunciou ainda que financiará por ano a troca de 150 mil geladeiras velhas com gás CFC, que destrói a camada de ozônio. Segundo pesquisa da Nielsen, somente no ano passado 972 mil refrigeradores foram vendidos no Brasil.
Segundo o professor, a visibilidade da logística reversa tem se acentuado nos últimos anos em todo mundo e no Brasil em função da enorme quantidade e variedade de produtos, com ciclos de vida cada vez mais curtos, que vão para o mercado visando satisfazer os diversos segmentos. "Além da questão sustentável, com o retorno de itens já consumidos, a logística reversa atende à crescente necessidade de retorno de produtos ainda não consumidos (pós-venda)", explica.
Diárionet
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Situação das geleiras marítimas
As últimas imagens dos satélites indicam que as geleiras marítimas e a plataforma gelada do Ártico continuam se reduzindo como resultado do aquecimento global, informou nesta segunda-feira a Nasa.
O gelo espesso e antigo começou a diminuir e vai sendo substituído por uma camada nova e mais fina, também muito mais vulnerável, indicou a agência espacial americana.
O anúncio da redução da massa de gelo ártico foi divulgado três dias após o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS) informar que a mudança climática está derretendo as geleiras antárticas muito mais rápido do que se achava até agora.
Um comunicado da Nasa indicou que o gelo ártico é especialmente importante porque esfria as massas de ar e água, influencia a circulação oceânica e reflete a radiação solar.
terça-feira, 24 de março de 2009
lista de municípios desmatadores cresce
O número de municípios que mais desmataram a Amazônia cresceu de 36 para 43. Juntos, são responsáveis por 55% da derrubada de florestas na Amazônia Legal em 2008, que chegou a 11,9 mil quilômetros quadrados. Dos sete municípios incluídos, quatro são do Pará (Marabá, Pacajá, Ituporanga e Tailândia), um de Mato Grosso (Feliz Natal), um de Roraima (Mucajaí) e um do Maranhão (Amarante do Maranhão).
O Mato Grosso lidera com 20 municípios na lista da devastação e deverá continuar na frente, mesmo após a exclusão de 3 cidades que conseguiram reduzir o desmatamento em relação à medição anterior. O Pará, com os quatro novos, chega a 16 municípios, seguido de Rondônia, com 4, Maranhão (1), Amazonas (1) e Roraima (1). A levantamento considera a área total desmatada, o aumento da taxa de desmatamento nos últimos cinco anos e a derrubada de área igual ou superior a 200 quilômetros quadrados de floresta em 2008. No caso do município de Feliz Natal, por exemplo, o desmatamento saltou de 22 para 207 quilômetros quadrados entre 2007 e 2008, informa Luana Lourenço, da Agência Brasil.
Os municípios da lista estão proibidos de realizar qualquer novo desmatamento (mesmo nos casos em que a legislação ambiental permite) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) pode exigir o recadastramento de todas as propriedades da região. Os produtores dessas cidades ficam sujeitos às restrições de crédito agrícola impostas pelo Conselho Monetário Nacional.
Confira a lista do 43 municípios que mais desmataram a Amazônia:
Mato Grosso: Alta Floresta, Aripuanã, Brasnorte, Colniza, Confresa, Cotriguaçu, Feliz Natal, Gaúcha do Norte, Juara, Juína, Marcelândia, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Porto dos Gaúchos, Querência, São Félix do Araguaia e Vila Rica.
Pará - Altamira, Brasil Novo, Cumaru do Norte, Dom Eliseu, Itupiranga, Marabá, Novo Progresso, Novo Repartimento, Pacajá, Paragominas, Rondon do Pará, Santa Maria das Barreiras, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu, Tailândia, Ulianópolis.
Rondônia - Machadinho D'Oeste, Nova Mamoré, Pimenta Bueno, Porto Velho.
Maranhão - Amarante do Maranhão.
Amazonas - Lábrea.
Roraima - Mucajaí.
terça-feira, 10 de março de 2009
Brasil integra programa internacional de monitoramento climático
Brasília - Acordo de cooperação técnica firmado entre a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Agência Espacial Brasileira (AEB) vai possibilitar o desenvolvimento de atividades de suporte para medição das chuvas por satélites.
Dessa forma, o Brasil passa a integrar o Programa de Medida Global da Precipitação (GPM), uma iniciativa conjunta da Nasa (National Aeronautics and Space Administration) e da Jaxa, agência espacial japonesa. A França e a Índia também aderiram ao programa.
De acordo com o superintendente de Gestão da Rede Hidrometeorológica da ANA, Valdemar Guimarães, as agências brasileiras pretendem estruturar e manter uma rede desenvolvida para coleta de dados pluviométricos.
Segundo a AEB, as informações obtidas permitirão melhorias no gerenciamento de recursos hídricos, no planejamento das atividades do agronegócio, nos alertas de tempestades severas, inundações e riscos de deslizamento, nas previsões do tempo, no entendimento do ciclo hidrológico regional e global e nas análises de mudanças climáticas globais.
Os dados transmitidos pelos satélites serão validados pelas estações telemétricas, plataformas terrestres de coletas de informações com transmissão por satélite. O país conta, atualmente, com mais de 8 mil estações.
“É a segunda maior rede das Américas, depois dos Estados Unidos. O Brasil também tem o segundo maior sistema de informações sobre essa parte de recursos hídricos”, disse Guimarães.
Segundo ele, os dados serão registrados a cada três horas e a Região Amazônica terá maior monitoramento, já que é uma área de difícil acesso. “Para manter essa rede automatizada, o Brasil vai ter que investir, no mínimo, durante um período de cinco a dez anos, algo em torno de R$ 130 milhões”, acrescentou..
Para Valdemar Guimarães, o país vai se beneficiar de conhecimentos detalhados da atmosfera e gerar informações básicas que possibilitam implicações em várias áreas como agricultura, gestão das águas, geração de energia elétrica e prevenção de desastres naturais.
(Envolverde/Agência Brasil)
domingo, 1 de março de 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Satélite para observar o gás carbônico na atmosfera
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Mobilização pelo Cerrado
Cerrado: Megadiversidade corroída em ritmo acelerado
Por Germana Barata, para a ComCiência
Trinta e quatro regiões no mundo inteiro são consideradas áreas prioritárias de conservação (hotspots), por abrigarem verdadeiros tesouros biológicos; duas dessas regiões estão no Brasil e uma delas é a do Cerrado (e a outra, por incrível que pareça, não é a Amazônia, mas a Mata Atlântica). O desmatamento no Cerrado anda a passos largos anualmente e as propriedades agrícolas podem, apoiadas pelo Código Florestal vigente, preservar apenas 20% da área nativa, bem diferente do que ocorre em florestas tropicais, como a Amazônia, nas quais esse percentual corresponde ao máximo que se permite desmatar. São 12.356 espécies da flora e mais de 2.546 animais catalogados, meros 10% do que existia originalmente nesse bioma. É também o berço de três das maiores bacias da América Latina (Amazônica, Paraná-Paraguai e São Francisco). Tantas riquezas ainda não foram suficientes para acender um alerta para garantir a sobrevivência, manutenção e conservação do Cerrado, segundo maior bioma nacional. Outra riqueza, essa produzida em seus mais de 70% de território degradado, tem sido a prioridade nacional: a agropecuária e o carvão vegetal.
Enquanto o Congresso Nacional tenta aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 115/1995) para reconhecer o Cerrado como patrimônio nacional, a megabiodiversidade, mais rica em áreas abertas – justamente aquelas que são mais visadas pela agropecuária –, vai sendo consumida. “Mesmo considerando o número de pesquisas existentes no Cerrado, o conhecimento científico é bastante precário, pois novas espécies estão sendo descobertas a cada levantamento faunístico e florístico realizado”, apontam os autores do estudo de perda de espécies do Cerrado, apresentado durante o IX Simpósio Nacional do Cerrado, ocorrido em outubro do ano passado. Ricardo Machado, diretor do programa Cerrado-Pantanal da ONG Conservação Internacional e um dos autores do trabalho, conta que e m expedição realizada por sua equipe durante três semanas, foram identificadas 14 novas espécies de répteis, peixes, mamíferos e aves – grupos de animais de maior porte e, portanto, mais conhecidos.
Não é difícil prever o nível de desconhecimento de grupos menores, como fungos, embora sejam fundamentais para a ciclagem de nutrientes do meio ambiente. “Praticamente tudo é o primeiro registro”, lamenta Solange Xavier dos Santos, especialista em micologia (estudo de fungos) da Universidade Estadual de Goiás. O que se conhece equivale a menos de 5% do total existente. O mesmo vale para representantes de outros grupos, como os numerosos insetos. “O nível de desconhecimento é diretamente proporcional ao número de profissionais envolvidos nas pesquisas”, estima a pesquisadora.
Dentre os fatores responsáveis pelo desconhecimento do bioma estão a falta de especialistas, centros de pesquisa e coleções científicas, além de dificuldades de acesso às áreas para coleta de material biológico. Muitos grupos de pesquisadores do bioma estão localizados em algumas poucas instituições, como é o caso da Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Federal de Goiás (UFG), além da Embrapa. Mas o problema reside também nos baixos gastos governamentais no bioma e em políticas ambientais que garantam rapidamente a proteção de áreas maiores. A Conservação Internacional demonstra, através de análise dos recursos aplicados pelo Ibama em 2007, que o Cerrado recebeu apenas 8% do montante reservado para unidades de conservação, ou R$ 107 milhões, enquanto o valor mínimo necessário seria de R$ 5.638 por hectare, ou seja, R$ 227 milhões. Recurso que desaparece perto do gigantesco investimento na produção agrícola na região do Cerrado no mesmo ano, de R$ 41 bilhões.
Soluções em vista
Com mais de 70% do Cerrado degradado, multiplicam-se projetos persistentes e apaixonados, que tentam recuperar terrenos batidos, nus. Um deles é a Rede de Sementes do Cerrado, que atua desde 2005, como uma proposta do Ministério do Meio Ambiente, no desenvolvimento de métodos de germinação de sementes e mudas nativas do bioma. A idéia não é nova e parece bastante simples, porém enfrenta dois grandes desafios: a) desvendar o funcionamento de cada espécie para que possa ser reproduzida em quantidades suficientes – em condições não naturais – para reflorestar vastas áreas, podendo se desenvolver com sucesso para gerar descendentes que continuem sua tarefa; b) conseguir autorização para a coleta de sementes e mudas nativas para fomentar o projeto, atualmente um processo considerado fora da lei.
“Temos receitas próximas da realidade para cada tipo de região, já que o Cerrado varia de acordo com o tipo de solo”, afirma Manoel Cláudio da Silva Jr, do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UnB) e membro da rede. Uma estimativa feita pelos especialistas da Rede de Sementes constatou que seriam necessárias 50 bilhões de mudas para recuperar apenas áreas de reserva legal (os 20% de vegetação nativa que devem ser mantidos numa área), além da Área de Proteção Permanente (APP) – como terrenos inclinados, frágeis, erodidos ou com nascentes de rios. “A proposta da rede é legalizar o Cerrado”, defende o especialista.
Até agora, o projeto conseguiu, em parceria com a Embrapa, determinar as técnicas de germinação para cerca de 200 espécies de ampla ocorrência no Cerrado. “Há um pequeno número de espécies que domina a paisagem e um gigantesco número que ocorre em menor quantidade”, explica Silva Jr.
A rede aguarda o lançamento, em breve, do “Clique Cerrado”, projeto em parceria com o Banco do Brasil que visa o plantio de 3 milhões de mudas através da participação de internautas, seguindo o exemplo da bem sucedida iniciativa “Clickarvore” da ONG SOS Mata Atlântica, que já conseguiu a doação de quase 19 milhões de mudas nativas.
O plantio de árvores em tempos de mudanças climáticas pode ser também uma forma de gerar créditos de carbono. É o que aposta Ricardo Machado, da Conservação Internacional. Ele esclarece que o valor gerado com os créditos de carbono daria para cobrir o custo de manutenção da recuperação de áreas degradadas, mas não cobre o lucro gerado pela agropecuária. O objetivo é promover o casamento entre empresas que querem compensar a emissão de gás carbônico (um dos causadores do efeito estufa) com fazendeiros locais ansiosos para resolver seu passivo ambiental, regularizando sua situação, por meio de viveiros gerenciados por comunidades locais. “Do ponto de vista dos fazendeiros com áreas degradadas, que foram estimulados pelo governo para ocupá-las e para produzir, eles acreditam que também devem ser estimulados a recuperar suas áreas”, afirma Machado.
Pouca proteção garantida
Enquanto os Ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento negociam as políticas públicas de suas agendas, especialistas e conservacionistas se esforçam para conhecer os organismos e a dinâmica do Cerrado, protegido por meio de unidades de conservação em, aproximadamente, 2,2% de sua área total, entre as quais estão o Parque Nacional das Emas (131.832 ha), o Parque Nacional Grande Sertão Veredas (84 mil ha), o Parque Nacional da Serra da Canastra ( 71.525 ha ), o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (60 mil ha), o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (33 mil ha) e o Parque Nacional de Brasília (28 mil ha). Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, o Cerrado responde por 9% das unidades de conservação existentes no país, enquanto a Amazônia abriga 88% delas e o restante se divide nos demais biomas.
O status de Unidade de Conservação não garante a conservação do bioma. Há problemas de falta de profissionais para fazer a manutenção, controle e vigilância da área e a demarcação das terras é precária. Não bastassem esses obstáculos, algumas unidades de conservação correm o risco de serem reduzidas, a exemplo do que vem ocorrendo com a Serra da Canastra. Criada em 1972, sua área de 197.797 ha foi reduzi da, no ano passado, para 150.168 ha (embora a diferença tenha sido transformada em APP, garantindo maior proteção do bioma) e ainda está no alvo de exploradores de diamantes. Em 2001, a empresa De Beers anunciou a venda do maior quimberlito mineralizado (fonte primária do diamante) em uma área de um hectare, com potencial estimado em um milhão de quilates de diamantes, valendo em torno de US$ 150 milhões; e hoje, há um potencial de extração que varia de 550 mil a 2 milhões de quilates.
Estimativas realizadas por Machado e colegas, em 2008, sobre as perdas de espécies em relação à redução do bioma, concluem que o Cerrado já deve ter perdido 13% de sua biodiversidade, considerando a situação de ocupação atual e o que é exigido pelo Código Florestal Brasileiro, podendo chegar a 24% de perda com uma ocupação do bioma equivalente a 75%. “Os números sugerem que é preciso fazer mais do que a legislação ambiental exige, caso a sustentabilidade ambiental seja realmente considerada no desenvolvimento econômico do Cerrado”, alertam os autores.
(Envolverde/ComCiência)